A Ética na guerra e nos conflitos armados: das Forças Armadas aos mercenários
Maquiavel considerava que “a guerra é justa, desde que necessária”, dispensando, assim a sua valorização ética. Erasmo (1469-1535), por sua vez, defende a justiça da guerra como forma de resposta a uma agressão, ou seja, reconhecia o direito à legítima defesa. Partilhando outra perspetiva, Hugo Grotius (1583-1645) não questiona a justiça da guerra,... See more
Tenente-coronel Marco António Ferreira da Cruz • A Ética na guerra e nos conflitos armados: das Forças Armadas aos mercenários
Em relação à primeira, Santo Tomás de Aquino (1265-1273), na «suma teológica» refere que uma guerra justa requer uma causa justa, ou seja, que os atacantes sejam merecedores de ataque por alguma culpa (questão 40 – Da Guerra, art.o 1o – se guerrear é sempre pecado). Assim, Santo Tomás estabelece três condições essenciais para a guerra justa: (1) a... See more
Tenente-coronel Marco António Ferreira da Cruz • A Ética na guerra e nos conflitos armados: das Forças Armadas aos mercenários
são reportadas inúmeras “operações de falsa bandeira”5, que procuram influenciar as opiniões da comunidade internacional e obter uma legitimidade para a intervenção armada. Eric Fratini (2017), na sua obra “Manipulação da Verdade”, identifica um conjunto alargado dessas operações, desde o incêndio do Reichtag ao Golpe de Estado na Turquia,... See more